segunda-feira, 18 de junho de 2012

Valtari

Os queridos islandeses do Sigur Rós lançam o novo álbum da banda, "Valtari".
Os caras como sempre, conseguem transcender o conceito de música, e me deixam com a alma repleta de uma sensação tão perto do que o coração costuma identificar como descanso.  As  melodias incríveis, que só mesmo eles conseguem compor, com tanta sensibilidade, me fazem lembrar de quão boa é mesmo a vida, e as pessoas que nos chegam e apresentam coisas bonitas como Sigur Rós. 
Aprendi que, coisas vão embora, mas a música permanece, cheia de imagens, momentos, sons e silêncio.

Boa noite, satisfação enorme em ter visto e vivido até aqui.
Daya.

domingo, 10 de junho de 2012

A vida é boa, sim!

Ai, que delicinha de final de semana prolongado! Casa do Victor, colo, cuidado, carinho, chá na cama, filmes, massagens, descanso, passeio ao shopping com o amor e a sogrinha. Chuvinha, frio lá fora e uma quentura de amor por todo lugar dentro de mim. Muitas comidinhas gostosas, abraços. Visita ao Festival do Japão!
Que delícia é descobrir novas culturas, novos sabores!
Passear de mãos dadas pela feirinha, descobrindo significados da cultura japonesa e experimentar delícias de lá é fantástico, ainda mais pra mim. Sempre tive muito preconceito com os pratos japoneses, hoje, aos poucos, vou vendo que tudo que experimento, acabo gostando, rs. E a meta agora é comer de hashi, rs. Até o meu sogrinho já se empenhou na tarefa de me ensinar, agora preciso praticar!
Estou tão feliz, que dá até medo falar muito...mas, é preciso falar coisas boas, pra ver o quanto a vida vale a pena!
Estou com o coração tão certo e equilibrado. O Victor e eu nos entendemos só de olhar. Ele se preocupa comigo, com as minhas dores. Ele faz bem pra minha saúde, pra minha alma! Me deixa cheia de amor por seus cuidados tão espontâneos. Compartilhamos de sonhos, planejamos, almejamos, estamos cheios de esperanças.
Nós nos respeitamos tanto. Tenho tanto orgulho da nossa união, da nossa história...

E eu que pensei ter dado um basta no amor, vejo que o Victor desconstruiu o que bastava aqui dentro de mim e constrói comigo, dia-a-dia, o que há de mais sólido, sincero e bonito. O amor.

E vamos lá! Obrigada Deus pelos momentos de descanso e pelo Victor, que é sempre tão doce e fofo comigo!
Semana começando, muito trabalho e rumo ao novo... sempre!

É...a vida é boa, sim!

:)



terça-feira, 22 de maio de 2012

Ele, Pitangueira.


Há um tempo, incomodava quando me diziam lembrar alguma coisa da Mallu Magalhães.
Não vou me prolongar nesse assunto. 
Eu naturalmente mudei. Eu mudo o tempo todo. Mesmo que em suma eu continue "...virando a cabeça da boneca só pra olhar o poeta...".
"Pitanga", o novo álbum de Mallu,  chegou aos meus ouvidos e inundou  um sentimento. Acho que trouxe voz pra algo que eu gostaria de descrever.
Sentimento esse, que há aproximadamente um ano, surgiu em minha vida, em uma das noites mais estranhas, dessas que  não se espera nada que impacte o resto da sua vida.
Não. Não, falo de uma cena de filme romântico. Borboletas no estômago? Também não. Adoro borboletas, mas, francamente? São belas demais pra ficarem presas e morrerem em 24 horas, justamente na minha barriga! Enfim, não houve uma grande cena, nem ao menos "flerte" que se prese. Ele chegou. Eu olhei. Ele olhou. Nos beijamos. Depois falamos os nomes um para o outro. 
É. Foi isso mesmo?! Deixa eu ver.. O beijo, o olhar... não, não. Acho que eu não o beijaria sem lhe perguntar o nome. Será? Eu mudo. Eu mudei. Confuso, né?! Mas já falei. Hoje não vou me prolongar.
Provei "Pitanga", provei "ele". E foi indo um dia, com mais um dia, com mais um dia. E na somatória bonita que chamamos de tempo, brotou-se "pitanga" em mim. Brotou-se "ele". 
Cresce. Percorre a terra macia deste coração meio cansado de querer um solo pra repousar. 
Mas, finalmente é solo!
E é sem dúvida nenhuma! É seguro. É confortante. 
Mas como disse, não é paixão. Paixonite. Paixão arrebatadora que nos cega.
Não. Não vou me prolongar. 
Nem tem explicação. 
Mas, tenho dito:

É algo enraizado. Não é fruto comercializado. 
É como Pitanga.
É na verdade, uma Pitangueira inteira!
...

"A pitanga é o fruto da pitangueira (...) na mesma árvore o fruto poderá ter desde as cores verde, amarelo e alaranjado até a cor vermelho intenso de acordo com o grau de maturação. 
(...) Este fruto não é produzido comercialmente...".

É, Mallu sabe das coisas.



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Postagem no Facebook.

Quero deixar guardado aqui, essa minha postagem na rede social "Facebook", porque um dia, tudo aquilo vai passar, mas esse meu espaço permanece.


(...) Consta que "...O Estado de São Paulo teve o maior número de interessados: 170.425 inscritos", e a classificação de Victor Yamashita foi 41. :). E não é sorte ou loteria, não. Ele é muito inteligente e esforçado mesmo. Já participei de concursos, é difícil, muito mais disputado que vestibulares. E ele, que docilmente chamo de "meu amor", tem me ensinado que inteligência vem acoplado com humildade (inclusive sei, que vai odiar eu ter publicado uma coisa dessas aqui). 
Mas, fugindo um pouco, nosso estilo reservado de nos relacionar (que eu prezo e respeito tanto), queria deixar registrado aqui, minha imensa admiração e todo o meu afeto por ele:
"Meu amor é seu, mas dou-te mais uma vez..."

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Paz, repleta de cor.



Transbordo o branco
Componho só com o que é brando.
Desenho uma caixa de adorno
Pego toda palavra dor e torto
Encho de alívio e conforto.

Sem perigo agora de extinguir, de sumir
a caixa pequenina que casa amor,
desenhada a som de sensível flor
nossa casa branca de toda cor!

E assim vou eu,
bordada do branco colorido
que tu me deu.

Ah, eu sei,
o amor há de mudar.
Calar, cantar,
transformar.
Mas dessa vez, "Kirei",
dessa vez só,
as cicatrizes vão brotar
além da palma de minhas mãos,
mas em mim lugares
permanentemente diferentes.

Como a caixa pequenina casa o amor,
Nossa casa branca é repleta de cor.







terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O amor.



Estava agora escutando Djavan e pensando. Vejo tão pouco desse amor sincero, que ele canta em suas canções, nos relacionamentos dos dias de hoje...
Entre tantas e tantas canções, vou citar "Oceano", essa tão conhecida, mas tão pouco compreendida e praticada por nós, seres humanos. Não vou me prolongar muito. Bastam dois trechos, pra contrastar com aquilo que sinto em relação ao mundo moderno de hoje, que as pessoas descrentes no amor, implantam cada vez mais dentro delas.


"...De tudo que há na terra
 não há nada em lugar nenhum
que vá crescer
sem você chegar
(...)
"Você deságua em mim e eu oceano..."

A maioria, a grande maioria das pessoas, não querem ser oceano de ninguém. Geralmente, sem nem se dar conta, cada um destina desse oceano, uma  porção de areia, ao outro. Uma porção de grãozinhos, bem egoísta e pequena. Uma migalha. E com esse pequeno montinho, o que conseguem construir é um castelo. 
Um castelinho de areia.
Todos sabemos o que acontece com castelinho de areia.
(...)
Me recordo agora, de um trecho de J.D. Salinger, se não me engano, um trecho do livro Pra cima com a viga, moçada! Seymor - uma introdução, onde ele escreve:

" Seymor disse uma vez que tudo o que fazemos durante a nossa vida inteira é nos movermos de um pedacinho de Terra sagrada para o próximo."

Veja que "Terra" vem com letra maiúscula. E note também que ele não diz simplesmente um pedacinho de terra qualquer. Ele nos fala de "um pedacinho de Terra sagrada" . 
Ambos, Djavan e Salinger, falam de pontos de vistas diferentes, mas com o mesmo intuito: o de se doar. 
O de ser parte (Terra), mas ser todo (oceano). Falam que sem o "próximo", sem "você", não há nada para "mover", para "crescer".

O que as pessoas precisam começar a praticar, entender e sentir verdadeiramente, é que para doar-se no amor, não precisa do Facebook pra demonstrar; e que também não precisa de presentes caros para ser exaltado ou medido pelo valor material. Até por que, o amor é por si só, imenso e desmedido.
Amor é o que muito bem retrata Salinger, Clarice, Drummond, Quintana e outros tantos escritores; o que canta tão bonito Djavan, Chico, Itamar Assumpção, Lenine, John Lennon e outros tantos compositores.

E ainda assim, quero desdizer tudo o que disse e o quê dizem sobre o amor.
Simplesmente porque não cabe palavra, imagem, som e nem silêncio. 
Amor é Além...